
A evolução clínica pode acrescentar informações que as imagens, isoladamente, não revelam. Em artigo com participação de Gustavo Isolan, uma mulher de 41 anos apresentou agravamento da paralisia facial ao longo de dois anos, apesar da estabilidade radiológica de um hemangioma do nervo facial.
O comprometimento funcional motivou a intervenção por acesso transmastoideo. Como a lesão envolvia o nervo, sua retirada foi acompanhada da reconstrução hipoglosso-facial no mesmo procedimento, destinada a oferecer uma fonte motora à musculatura afetada.
Os autores descrevem melhora para grau II de House-Brackmann em quatro meses e não informam morbidade significativa do nervo doador. O caso contribui para discutir o acompanhamento funcional e o momento da intervenção, sem estabelecer que a imagem estável seja suficiente para decidir a conduta ou prever a recuperação.
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Artigo original: Joel Lavinsky e colaboradores. Transmastoid Resection of an Intratemporal Facial Nerve Hemangioma with Simultaneous Hypoglossal-Facial Anastomosis: Surgical Video.. BioSCIENCE. 2026;84(supl. 1):e00017. DOI: 10.55684/2026.84.S1.pt.e00017.
