
O acompanhamento da paralisia facial pode indicar a necessidade de uma reconstrução mesmo quando o nervo permaneceu contínuo na cirurgia. Gustavo Isolan integra o grupo de autores que descreve essa situação em uma mulher de 23 anos com neurofibromatose tipo 2, após retirada de schwannoma vestibular Koos IV.
A ausência de recuperação relevante foi acompanhada clinicamente e investigada por eletroneuromiografia oito meses depois. A anastomose hipoglosso-facial foi utilizada para oferecer uma nova fonte de estímulo à musculatura da face.
A publicação registra melhora do grau V para o grau II de House-Brackmann cinco meses após a reconstrução e não relata morbidade significativa do nervo doador. O interesse do caso está na relação entre evolução, avaliação funcional e escolha reconstrutiva, sem definir um resultado previsível para toda paralisia pós-operatória.
Leia o trabalho completo em português na BioSCIENCE
Veja o vídeo que acompanha o artigo
Artigo original: Joel Lavinsky e colaboradores. End-to-End Hypoglossal-Facial Anastomosis Following Anatomically Preserved but Functionally Irreversible Facial Nerve Injury After Resection of a Koos Grade IV Vestibular Schwannoma in a Patient with Neurofibromatosis Type 2: Surgical video.. BioSCIENCE. 2026;84(supl. 1):e00009. DOI: 10.55684/2026.84.S1.pt.e00009.
